ORIGEM DA ÁGUA DE ABASTECIMENTO EM NOSSO MUNICÍPIO

 

A  água utilizada para o abastecimento em nosso município vem de mananciais superficiais e subterrâneos. São nove Poços Tubulares Profundos localizados em vários bairros da cidade, os quais respondem pelo abastecimento de cerca de 30% da população urbana. O restante da população, cerca de 70% recebe água que vem da Estação de Tratamento (ETA) que é abastecida por dois mananciais superficiais, o Córrego do Bugre e o Córrego Parreiras. Esses dois Córregos  estão inseridos na Bacia do Rio Jacaré que é um Rio  cuja Bacia é de domínio Estadual e  que tem sua foz no Rio Grande, um Rio  Federal. Em nossa região o Rio Grande compõe o Lago de Furnas que banha nosso município no distrito do Porto dos Mendes.
Na zona rural   há dois Poços que são de responsabilidade do DEMAE, um deles está localizado na comunidade dos Dias e o outro no Porto dos Mendes, os quais abastecem suas respectivas comunidades.

A maioria dos moradores da zona rural possui em sua propriedade um Poço  Freático do tipo raso  do qual se  utiliza para o seu abastecimento familiar. O grande problema desses Poços é que são perfurados de forma clandestina, sem a licença  ambiental devida e sem a abservância  de normas e técnicas adequadas. Na maioria dos casos esses mananciais estão mal localizados, próximos à fontes de contaminação como: fossas, currais, galinheiros pocilgas, etc. Esses mananciais acabam se tornando inviáveis pela degradação da qualidade de suas águas que ficam impróprias para o consumo, pois podem representar sérios riscos  à saúde das pessoas que delas se utilizam para seu consumo.

Atualmente um dos maiores fatores que tem gerado a escassez de recursos hídricos de água potável no mundo é a contaminação dos mananciais  de abastecimento decorrentes da poluição pontual como as descargas de esgoto doméstico, industrial e lixo, além da poluição difusa  devida às atividades de agricultura e pecuária.

 

CONTROLE DE  QUALIDADE DA ÀGUA

 
O DEMAE – Departamento Municipal de Água e Esgoto de Campo Belo, atuando a 40 anos em saneamento tem buscado levar cada vez mais aos seus usuários, um serviço que atenda de forma integral às exigências do Ministério da Saúde no contexto de abastecimento público de água. Entendemos que saneamento é o conjunto de medidas, visando preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e  assim promover a saúde. A água própria para o consumo humano chama-se água potável e para ser considerada como tal ela deve obedecer aos padrões de potabilidade  estabelecidos pelo Ministério da Saúde, em sua Portaria 518 de 25 de Março de 2004. Se a água tem nela substâncias dissolvidas que modificam estes padrões é considerada poluída e portanto imprópria para o consumo. As substâncias que indicam poluição por matéria orgânica são: compostos nitrogenados, oxigênio consumido e cloretos.
Para que a água que chega dos mananciais superficiais  esteja própria para o consumo é necessário tratamento adequado que nesse caso é feito na ETA. No caso dos mananciais subterrâneos a água recebe uma simples cloração  para garantir que essa água mantenha sua qualidade até a casa do consumidor.

 

ETAPAS DO PROCESSO DE TRATAMENTO DA ÁGUA

Para a manutenção dos padrões de potalidade exigido pelo Ministério da Saúde são utilizados no tratamento os seguintes processos:

·     Coagulação:  a água bruta que chega a ETA passa pela  calha parshal onde  é feita a aplicação  do coagulante Sulfato de Alumínio e o auxiliar de coagulação  Hidróxido de Cálcio que é a cal primária hidratada. Em seguida a água passa pelo coagulador onde ocorre uma rápida mistura  da água com os   produtos.

·        Floculação:  saindo do tanque de mistura rápida a água passa para os floculadores que são 7 câmaras interligadas através de canais em formato chicana horizontal onde ocorre a formação de partículas maiores que são os  flocos de maior densidade.

·        Decantação: a água floculada  passa então para os decantadores e ali os flocos formados vão sedimentar.

·        Filtração:  dos decantadores a água é vertida por uma canaleta e levada aos filtros onde ficará retido o restante  da sujeira que não se decantou na etapa anterior.

·        Desinfecção:  a água filtrada recebe o cloro como desinfetante garantindo a  efetiva inativação dos microrganismos e a potabilidade da água até seu consumo.

·        Fluoretação:  o flúor é aplicado também após a filtração com a finalidade de prevenir a formação de cárie dentária principalmente na população infantil.

·        Correção do PH:  essa etapa é feita somente quando necessário para manter a água com pH próximo ao neutro.Para essa correção usamos a cal  (alcalinizante) ou ácido clorídrico (acidificante).


MONITORAMENTO DE CONTROLE DA QUALIDADE DA ÁGUA TRATADA

 
A  ETA possui um laboratório onde a aplicação dos produtos é monitorada através de análises periódicas em intervalos de 2 horas entre uma análise e outra.
Com a finalidade de avaliar a qualidade da água quanto ao aspecto bacteriológico, são realizadas  coletas na saída do tratamento,  nos reservatórios e em vários pontos da rede de distribuição. As amostras  são coletadas com freqüência e quantidade definidas pela Portaria 518 e encaminhadas para laboratório terceirizado.
Quanto aos parâmetros físico-químicos, são feitas amostragens semestrais na saída do tratamento e nos Poços Tubulares Profundos  em épocas de chuvas e de estiagem para análise de todos os  parâmetros  da Portaria 518.  Ainda na saída do tratamento e nos reservatórios são feitas  análises trimestrais para o controle  de Trihalometanos Totais.

MONITORAMENTO  DA QUALIDADE DA ÁGUA BRUTA

 As atividades humanas geram impactos na qualidade da água dos mananciais que traz vários riscos à saúde. Além de substâncias químicas temos a preocupação com o aumento da ocorrência de florações de certos tipos de microorganismos como as Cianobactérias  produtoras de  toxinas capazes de causar graves danos a saúde humana e de outros organismos aquáticos.

Além das medidas de controle de qualidade da Água Tratada temos rigorosa vigilância de controle de qualidade  da Água Bruta visando avaliar a compatibilidade entre as características da água e o tipo de tratamento existente em conformidade com a portaria 518 no seu artigo 19. A análise é feita com freqüência semestral para os parâmetros da Resolução 357 do CONAMA ( Tabela Classe II – Água Doce ) que estabelece condições e padrões de qualidade da água bruta em função do seu uso. Mensalmente é colhida uma amostra no ponto de captação para análise de  Coliformes  Termotolerantes  adotando-se  a presença de  Escheríchia  Coli  como representante do grupo.

O monitoramento de Cianobactérias previsto no §1º.  do artigo 19 da Portaria 518 é feito mensalmente no ponto de captação para maior segurança e controle  de proliferação não só de Cianobactérias mas também de outros grupos de algas.

 

 PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS MONITORADOS  A CADA DUAS HORAS NA ETA

·        Cloro residual: O Cloro é um produto químico usado para desinfecção da água filtrada e   evitar a contaminação da            água durante seu percurso até o consumidor. Mantemos um residual máximo de 2mg/l na saída do tratamento e             mínimo de 0,5mg/l na rede de distribuição.

·        Fluoreto: O Flúor  auxilia na prevenção da cárie dentária e formação óssea em crianças. A concentração adequada do íon fluoreto na água resulta em proteção do esmalte dos dentes, porém seu excesso traz  graves malefícios. O valor ideal de Flúor na água depende da  temperatura média anual da localidade. No caso de nosso município uma concentração ótima segundo à legislação específica do Flúor deve ser  mínima de 0,6mg/l e máxima 0,8mg/l.

·        PH: O potencial de Hidrogênio é utilizado para controlar a agressividade da água que provoca corrosão nas tubulações e superfícies de contato estando ácida e incrustações estando alcalina. O ideal é manter o pH neutro (próximo de 7) que não gera gosto e não agride as estruturas de contato.

·        Cor: A cor resulta de substâncias dissolvidas na água que é acentuada quando há presença de matéria orgânica e minerais como ferro e manganês, o que gera incrustações na canalização. Para resolver este problema utilizamos o Ortopolifosfato de Sódio  na água após a filtração que é um complexante de  metais.

·        Turbidez: A turbidez é devida à existência de partículas dispersas na água podendo deixá-la com aparência turva. Este parâmetro além de ser um indicador de qualidade da água tratada é também  referência na dosagem de coagulantes no tratamento da água bruta.

 

SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS ORGÂNICAS E INORGÂNICAS, AGROTÓXICOS E SUBPRODUTOS DA DESINFECÇÃO

Além dos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos de freqüência periódica,  é exigência do Ministério da Saúde  que se faça o controle das substâncias químicas de caráter orgânico, inorgânico, agrotóxicos, radiatividade e os subprodutos do desinfetante usado no tratamento. Esse controle é feito de acordo com as tabelas  1 à 9 da portaria 518/MS,  considerando o tipo de manancial ( superficial ou subterrâneo) usado para o abastecimento. Essas  análises são feitas por laboratório terceirizado, pois trata-se de métodos bem mais complexos para os quais ainda não dispomos de laboratório adequadamente equipado.

 

 PARÂMETROS BACTERIOLÓGICOS

 A freqüência e quantidade de amostragem desses parâmetros é estabelecida de acordo com a população abastecida com o objetivo de indicar as características sanitárias  da água.  A presença de certos tipos de microorganismos  pode indicar contaminação pela presença de patogênicos  ou por excesso de matéria orgânica  na água.

·        Coliformes Totais: é um parâmetro utilizado como indicador de contaminação por microorganismos de origem animal, do solo ou de plantas. Por isso serve apenas para avaliar a eficiência  e detectar falhas no processo de tratamento da água. Utilizamos este parâmetro para o controle sanitário da água tratada e distribuída.

·        Coliformes Termotolerantes: como sugere a própria Portaria 518/MS, dentro desse grupo Adotamos preferencialmente a análise da presença da Escheríchia Coli. A origem fecal da E. Coli é inquestionável e é por isso, o indicador mais seguro de contaminação por microorganismos  de origem animal que podem ser patogênicos. Adotamos esse parâmetro para o controle a agentes patógenos que possam contaminar a  água nos Poços Tubulares Profundos e na rede de distribuição. Esse  parâmetro também tem sido observado para enquadramento da água bruta de acordo com a classificação disposta na Resolução Nº. 357 do CONAMA.

·        Bactérias Heterotróficas: é também um indicador de contaminação externa ao sistema no decorrer da reserva  até a  distribuição da água. É feita em 20% de nossas amostras mensais conforme o inciso 7º. Do artigo 11 da Portaria 518 do Ministério da Saúde.


Os resultados das análises físico-químicas estão sendo disponibilizados no site do DEMAE e os bacteriológicos ficam acessíveis nos arquivos do escritório sede disponíveis para consulta do consumidor e autoridades da vigilância sanitária ou qualquer órgão fiscalizador.

 

DOENÇAS RELACIONADAS COM A ÁGUA

 
Desde de tempos muito remotos o homem já buscava medidas de prevenção contra doenças contraídas através da água. As diversas atividades antrópicas ao longo dos tempos tem causado sérios danos ao meio ambiente como a eutrofização dos mananciais de água inclusive aqueles utilizados para abastecimento.
A crescente eutrofização dos ambientes aquáticos é produzida principalmente pelas descargas de esgoto e pela poluição originada de atividades agrícolas que aumentam significativamente o aporte de nutrientes  favorecendo a proliferação de diversas espécies de algas. Um fato preocupante é o aumento da ocorrência de florações de Cianobactérias produtoras de toxinas nesses ambientes que podem causar graves problemas de saúde pela ingestão de água ou pescado contaminado, e por contato direto em atividades de recreação.
Outra causa  de contaminação dos mananciais de água  é  que durante os períodos de chuva, a lixiviação dos solos gera o carreamento de fezes humanas e animais além de substâncias químicas empregadas nas atividades de cultivo e controle de pragas na agricultura.
Há também as doenças de veiculação hídrica, causadas por Bactérias, Vírus, Protozoários, Helmintos e outros microorganismos patogênicos que são problemas de saúde pública mais comuns dos países em desenvolvimento. Essas doenças transmitem-se principalmente através de excretas de origem humana ou animal introduzidas nas fontes de água. Segue abaixo tabela descritiva de algumas doenças relacionadas com a água através da   injestão, pelo contato  ou  por veiculação.

 

DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA

A água, tão necessária à vida do homem, pode ser também responsável por muitas doenças, denominadas doenças de veiculação hídrica. 

As principais são:

• Amebíase;
• Giardíase  e Criptosporidíase;
• Gastroenterite;
• Febres Tifóide e Paratifóide;
• Hepatite Infecciosa;
• Cólera.

 

Indiretamente, a água pode ainda estar ligada à transmissão de algumas verminoses, como esquistossomose, ascaridíase, taeníase, oxiuríase e ancilostomíase. Além disso, a água pode provocar alterações na saúde, caso não possua certos minerais na dose necessária. O bócio ou “papo” se adquire quando a água utilizada não tem iodo. O índice de cáries dentárias pode ser reduzido com a adição do flúor na água. Também pode ocorrer intoxicação se a água utilizada contiver algum produto tóxico, como, por exemplo, o arsênico. Para evitar os males que podem ser veiculados pela água destinada ao consumo, é necessário que ela seja sempre convenientemente tratada.

 

  DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA

Amebíase:

Como  se contrai:
Esses parasitas são eliminados com as fezes. Quando uma pessoa defeca, as fezes, deixadas nas proximidades de córregos, valas de irrigação ou
lagoas, contaminam suas águas. Num quintal pequeno, se a fossa for construída a poucos metros de distância da cisterna, as fezes contaminadas por amebas podem contaminar a água.

Moscas e baratas, ao se alimentar de fezes de pessoas infectadas, também transmitem a parasitose a outras pessoas, defecando sobre os alimentos
ou utensílios.

Outra forma de transmissão é através do contato das patas sujas de fezes. Pode-se ainda contrair a ameba comendo frutas e verduras cruas, que
foram regadas com água contaminada ou adubadas com terra misturada a fezes humanas infectadas. A ameba pode ficar agarrada nas verduras durante três semanas, mesmo expostas à chuva, ao frio e ao calor. Muito freqüente é a contaminação pelas mãos sujas de pessoas que lidam com os alimentos.

O que causa:
Os portadores de ameba, em geral, queixam-se de:
• dores abdominais;
• febre baixa;
• ataque de diarréia, seguido de períodos de prisão de ventre, disenteria aguda com fezes
sanguinolentas etc.

Somente através do exame de fezes, as pessoas ficam sabendo se têm ameba ou outros parasitas.

 

Como evitar:
• Fazer com que todos da casa usem a privada. Se as crianças menores usarem penicos, as fezes devem ser jogadas na privada;
• proteger todos os alimentos contra moscas e baratas;
• conservar os alimentos e utensílios cobertos ou dentro de armários;
• proteger as águas das minas, cisternas, poços, lagoas, açudes e valas de irrigação, não permitindo que sejam contaminadas por fezes humanas;
• regar as verduras sempre com água limpa, não aproveitando nunca a água utilizada em casa ou
água de banho;
• lavar bastante as verduras em água corrente, principalmente as que são comidas cruas;
• lavar as mãos com sabão e água corrente, todas as vezes que usar a privada;
• lavar muito bem as mãos antes de iniciar a preparação dos alimentos ou antes de iniciar a limpeza de alguns utensílios – lavagem de filtro, por exemplo.

Giardíase e criptosporidíase

A giardíase é causada pela Giardia lamblia e a criptosporidíase, pelo Cryptosporidium parvum. Ambos vivem nas porções altas do intestino, 

sendo mais frequentes em crianças.

 

 

Como se contrai:
A transmissão se faz pela ingestão de cistos, podendo o contágio efetuar-se pelo convívio direto com o indivíduo infectado, pela ingestão de alimentos e água contaminados, pelo contato com moscas etc.
O que causa:
A infecção pode ser totalmente assintomática . Outras vezes, provoca irritabilidade, dor abdominal, diarréia intermitente, estando, em certas ocasiões, associada com quadro de má absorção e desnutrição.
Como evitar:
A infecção é adquirida com extrema facilidade, sobretudo pelas crianças. Devem-se seguir as mesmas recomendações para a prevenção da amebíase.
Gastroenterite
A gastroenterite é uma infecção do estômago e do intestino produzida principalmente por vírus ou bactérias. É responsável pela maioria dos óbitos em crianças menores de um ano de idade.
Onde acontece:
A incidência da gastroenterite é maior nos locais em que não existe tratamento de água, rede de esgoto, água encanada e destino adequado para o lixo.
O que causa:
Os sintomas são diarréia, vômitos e febre. A principal complicação é a desidratação. O tratamento é realizado com a reposição de líquidos, soro de reidratação oral e manutenção da alimentação da criança.
Como evitar:
A prevenção se faz pelo saneamento, higiene dos alimentos, combate às moscas e uso de água filtrada ou fervida. O uso do leite materno é importante na profilaxia, pois é um alimento isento de contaminação, além de apresentar fatores de defesa na sua composição.
Febres Tifóide e Paratifóide
A Febre Tifóide é uma doença grave, produzida pela bactéria Salmonella typhi. Evolui,  geralmente, num período de quatro semanas. Do momento em que a pessoa adquire a infecção até o aparecimento dos primeiros sintomas, decorrem de cinco a 23 dias (período de incubação). 
A fonte de infecção é o doente, desde o instante em que ingeriu os bacilos até muitos anos depois, já que os bacilos persistem em suas fezes.
A Febre Paratifóide é mais rara que a tifóide. Produzida pela Salmonella paratyphi dos tipos “A”, “B” ou “C”, sua fonte de infecção é a mesma da febre tifóide: doentes e portadores.

 

 

 

A doença se transmite pelas descargas do intestino (fezes), que contaminam as mãos, as roupas, os alimentos e a água. O bacilo tifóide é ingerido com os alimentos e a água contaminada.

 

O que causa:
A doença se manifesta pelos seguintes sintomas: dor de cabeça, mal-estar, fadiga, boca amarga, febre, calafrios, indisposição gástrica, diarréia e aumento do baço.

Como evitar:
• destinar convenientemente os dejetos humanos em fossas ou redes de esgotos;
• tratar a água;
• combater as moscas;
• efetuar exame e vacinação e promover a educação sanitária dos manipuladores de alimentos;
• examinar os convalescentes para a descoberta de portadores;
• higienizar os alimentos;
• vacinar os indivíduos preventivamente.
O diagnóstico é feito pelo exame de sangue e pelas pesquisas de bacilos nas fezes. O tratamento é à base de clorafenicol. A incubação da paratifóide “A” varia de quatro a dez dias, enquanto a paratifóide “B” manifesta-se em menos de 24 horas. A paratifóide “B” resulta de envenenamento alimentar e caracteriza-se por náuseas, vômitos, febre, calafrios, cólicas, diarréias e prostração.

As medidas preventivas da febre paratifóide, bem como o tratamento específico, são as mesmas da febre tifóide.

 

 

Hepatite Infecciosa
A hepatite infecciosa é produzida mais comumente por dois tipos de vírus: “A” e “B”.

 

Como se contrai:
Hepatite “A”:
período de incubação:

15 a 50 dias. A transmissão pode ocorrer através da água contaminada. Os indivíduos doentes podem transmiti-la pelas fezes, duas semanas antes até uma semana após o início da icterícia. A transmissão poderá ocorrer também pela transfusão de sangue, duas a três semanas antes e alguns dias após a icterícia. É uma doença endêmica no nosso meio.
Hepatite “B”: período de incubação: 45 a 160 dias. A transmissão é mais comum por via parenteral (instrumentos contaminados que perfuram a pele, como, por exemplo, injeções), principalmente pelo sangue.

 

O que causa:
A hepatite apresenta dois períodos:
anictérico: ocorrência de mal-estar, náuseas e urina escura, alguns dias antes do aparecimento da icterícia. Muitas vezes, o paciente é assintomático.
ictérico: ocorrência de náuseas e dor abdominal, aumento do fígado e icterícia. Dura em média duas a três semanas.

Como evitar:
As principais medidas profiláticas são:
• higienização dos alimentos;
• tratamento da água – os vírus “A” resistem aos métodos de cloração da água, porém a água fervida durante 10 a 15 minutos os inativa;
• isolamento do doente – após aparecer a icterícia, a transmissão do vírus “A” pelas fezes ocorre na primeira semana e, pelo sangue, nos primeiros
dias;
• destino adequado dos dejetos humanos;
• uso de seringa descartável;
• uso adequado de sangue e derivados.

Cólera

A cólera é uma doença causada pelo micróbio Vibrio cholerae, que se localiza no intestino das
pessoas, provocando, nos casos graves, diarréia e vômitos intensos. Em decorrência das diarréias e dos vômitos, o indivíduo perde grande parte 
dos líquidos de seu organismo, ficando desidratado rapidamente. Se não for tratada logo, essa desidratação poderá levar o doente à morte em pouco tempo.

 Vibrio cholerae (cólera)

Vibrio cholerae

Como se contrai:
A doença é transmitida, principalmente, através da água contaminada pelas fezes e vômitos dos doentes. Também pode ser transmitida por alimentos que foram lavados com água já contaminada pelo micróbio causador da doença e não foram bem cozidos, ou pelas mãos sujas de doentes ou portadores. São considerados portadores aqueles indivíduos que, embora já tenham o micróbio nos seus intestinos, não apresentam sintomas da doença.

O que causa:
O principal sintoma é uma diarréia intensa, que começa de repente. As evacuações do doente de cólera são de cor esverdeada com uma espuma branca em cima, sem muco ou sangue. A febre, quando existe, é baixa. Junto com a diarréia, podem aparecer, também, vômitos e cólicas abdominais.A pessoa doente chega a evacuar, desde o início, uma média de um a dois litros por hora. Dessa maneira, a desidratação ocorre rapidamente, o que pode levar o doente ao estado de choque em poucas horas.

Como tratar:
Toda pessoa que apresentar os sintomas da doença deve ser levada imediatamente para o serviço de saúde mais próximo. A recuperação do doente de cólera depende, em grande parte, da rapidez com que a doença for diagnosticada e tratada.O tratamento é simples e bastante eficaz e consiste na reposição dos líquidos perdidos pela diarréia e vômitos. Dependendo do estado do paciente, faz-se uso da reidratação oral ou da intravenosa e administram-se antibióticos indicados pelo médico.

Como evitar:
A cólera pode ser evitada através da adoção de três ações básicas:
• controle da qualidade da água;
• destino adequado das fezes;
• adoção de bons hábitos de higiene.

 

Verminoses

Na profilaxia das doenças parasitárias, são importantes a educação sanitária, o saneamento e a melhoria do estado nutricional. Apenas o tratamento das verminoses não é suficiente. Ele provocará pequena diminuição na sua incidência, mas as pessoas facilmente se reinfectarão, se continuarem a viver em meio propício à doença.

Esquistossomose (xistosa)

A esquistossomose ou xistosa é uma doença crônica, causada por um pequeno verme, o
Schistosoma mansoni, que se instala nas veias do fígado e do intestino. Na última fase da doença, pode aparecer, em algumas pessoas, a ascite ou
barriga d’água.

Nas condições de subvida causada pela esquistossomose, existem hoje no Brasil mais de oito
milhões de pessoas. Essa legião de doentes ocupa extensas regiões brasileiras, desde o Maranhão até o norte do Paraná.

Para que surja a esquistossomose numa localidade, são necessárias várias condições: a primeira é a existência de caramujos que hospedam o Schistosoma mansoni. Nem todos servem para o parasita, só algumas espécies. Esses caramujos vivem em córregos, lagoas, valas de irrigação e canais onde haja segurança e boa alimentação. A temperatura média de muitas regiões do Brasil é favorável à proliferação de caramujos.

 

 

Ciclo de vida do esquistossomo

 

Como se contrai
O Schistosoma mansoni ora vive livre, ora, protegido dentro de seus hospedeiros. Na primeira fase de sua vida livre, é um miracídio. Veio para o mundo exterior protegido por um ovo, que é então abandonado em contato com a água. Nada então apressadamente em busca de um caramujo.

Tem apenas algumas horas de vida para encontrá-lo. Nesse hospedeiro, sofre uma série de transformações, dividindo-se e multiplicando-se em centenas de milhares de cercárias, capazes de atacar e de infestar o homem. As cercárias abandonam o caramujo doente em busca de um animal de sangue quente e têm aproximadamente dois dias de vida livre. Nesse tempo, procuram atacar o homem, em cujo organismo poderão viver, acasalar-se e produzir ovos.

 

Como evitar:
As populações têm lutado contra a esquistossomose, tentando cortar os elos da cadeia de transmissão. Hoje em dia, podem contar com os seguintes recursos:
Contra o caramujo:
• observar bem as águas usadas para tomar banho, pescar, nadar, lavar roupa, regar plantações etc., a fim de verificar se existe o caramujo;
• fazer tudo que prejudique o caramujo: pequenas obras de engenharia, de retificação de valas, canais, aterro de pequenas lagoas;
• criar nas águas seres vivos prejudiciais ao caramujo, sejam plantas, sejam animais, como patos e gansos;
• diminuir a poluição das águas nos meses que se seguem à estação chuvosa, quando as águas começam a diminuir e os caramujos a proliferar em grande quantidade;
• aplicar medicamentos químicos que exterminem, mesmo que temporariamente, os caramujos.

Contra o parasita Schistosoma mansoni:
• fazer exame de fezes ou outro exame de laboratório para verificar se a pessoa tem esquistossomose e proceder a um tratamento médico;
• repetir o exame quatro meses depois, para verificar se o tratamento foi eficiente e se não há ovos de Schistosoma nas fezes;
• construir privadas e fossas para que as fezes não sejam despejadas nas águas nem no solo dos quintais, forma segura de impedir que os ovos do Schistosoma alcancem os córregos e se transformem em miracídio;
• não se expor ao contato com águas infestadas;
• usar botas e luvas de borracha em regiões alagadiças, a fim de evitar contaminação pela cercária.

 

Ascaridíase (lombrigas ou bichas)

O Ascaris lumbricoides, comumente chamado de lombriga ou bicha, é um verme que vive no intestino das pessoas e causa uma doença chamada ascaridíase.

 

 

iclo de vida do Ascaris lumbricoides

Como se contrai:
No intestino das pessoas, os vermes acasalam-se e as fêmeas põem ovos. Uma só pessoa pode ter até 600 lombrigas. Os ovos são expelidos com as fezes e, como são muito pequenos, só podem ser vistos através de microscópio. Quando as pessoas têm o hábito de defecar no chão, deixam milhares desses ovos misturados à terra.

No chão úmido e sombrio, os ovos das lombrigas podem durar de seis a dez anos, à espera de serem engolidos por uma pessoa. Num exame de microscópio, pode-se detectar a presença de ovos e lombrigas em um pouco de terra do quintal, na poeira da varredura da casa e em cascas de banana ou de goiaba.

As lombrigas, quando pouco numerosas, não causam tantos malefícios ao ser humano, porém, quando a infestação é grande, estes aumentam. Os vermes têm de 15 a 25 cm de comprimento e, em grande número, formam verdadeiros novelos, que entopem o intestino, causando sua obstrução. Podem também sair pela boca e nariz ou localizar-se na traquéia, ocasionando, muitas vezes, asfixia e morte, especialmente em crianças são os chamados ataques de vermes.

É através da terra, da poeira, dos alimentos mal lavados e das mãos sujas que os ovos das lombrigas são levados à boca e engolidos. Depois de engolidos, os ovos rebentam, soltando larvas no intestino. Essas larvas, levadas pelo sangue,  passam pelo fígado, coração, pulmões, brônquios, sendo novamente engolidas. Retornam ao intestino, onde se tornam adultas, para se acasalar e pôr ovos. No organismo humano, o ovo leva de 2,5 a 3 meses para se transformar em larva e depois em verme adulto. O verme adulto vive no intestino geralmente menos de seis meses, nunca mais de um ano.

O que causa:
As pessoas que têm lombrigas ficam freqüentemente irritadas, sem apetite e apresentam náuseas, vômitos, diarréia, cólicas e dor abdominal.

Como tratar:
Para combater essa verminose, é preciso primeiramente fazer um exame de fezes: leve uma latinha com um pouco de fezes a um laboratório ou posto de saúde para análise. Muitas vezes, as mães sabem que os filhos têm lombrigas porque já viram os vermes saírem com as fezes ou pela boca.

Mas, mesmo assim, é importante que se façam os exames: há diversos tipos de vermes e, para cada um deles, o tratamento é diferente. Com o resultado do exame de fezes, procure o médico, que lhe indicará o tratamento e as providências necessárias para acabar com as lombrigas.

Como evitar:
• Ter sempre uma privada ou fossa;
• fazer com que todos usem a privada. Se for usado penico, especialmente por crianças pequenas, jogar as fezes na privada;
• limpar e varrer os quintais e queimar ou enterrar todo o lixo;
• lavar as mãos ao sair da privada e também antes das refeições ou merenda;
• proteger todos os alimentos contra moscas e poeira;
• proteger também os utensílios domésticos: talheres, copos, pratos, panelas etc. e principalmente os objetos de uso dos bebês, como bicos, 
mamadeiras e outros. Os alimentos e os objetos devem ser conservados cobertos ou dentro de armários;
• lavar todas as frutas e verduras antes de comê-las (alface, tomate, laranja, goiaba, manga etc);
• cuidar da alimentação, principalmente das crianças, usando alimentos fortes, que ajudem seu
crescimento e aumentem sua resistência a doenças.

 

Taeníase (solitária)

A solitária ou tênia é um verme muito comum em Minas Gerais , principalmente na zona rural, onde as pessoas se alimentam geralmente de carne de porco. O porco e o boi são transmissores da solitária.

 

Ciclo de vida da Taenia

 

Como se contrai
A solitária vive no intestino das pessoas. Depois que se torna adulta, solta pedaços pequenos (anéis) cheios de ovos, que se juntam com as fezes. Se essas fezes são deixadas no chão, o porco e o boi, alimentando-se do capim, comem  também as fezes com os ovos do verme.Chegando ao estômago desses animais, os ovos se rompem, deles saindo as larvas, que vão para o intestino e, depois, para os músculos, onde se fixam, podendo viver até um ano. Essas larvas, denominadas de cisticercos, são mais conhecidas por “canjiquinhas”, “pipocas”, “letrias” etc.Quando o animal é abatido e alguém come essa carne, crua ou mal cozida, passa a ser o portador da  solitária. A larva vai crescer e se transformar num verme de alguns metros de comprimento.

O que causa:
A solitária é um verme grande, que pode atingir de 3 a 9 metros de comprimento. Como seu crescimento é constante, precisa de muito alimento para viver, o que enfraquece o paciente. O parasita do porco possui afinidade com o sistema nervoso central. A doença é denominada cisticercose e pode causar dor de cabeça e convulsão.

Como evitar:
• Não comer carne de porco que tenha “canjiquinha”;
• comer carne de boi ou de porco bem cozida ou bem assada;
• conservar sempre os porcos presos nos chiqueiros;
• utilizar privada ou fossa. Não deixar as fezes jogadas no chão.

 

Oxiuríase

 

O Enterobius vermiculares ou Oxiures vermiculares, também conhecido por saltão, tuchina ou verme da coceira, assemelha-se a um pequeno fio de linha.

Como se contrai:
Os vermes adultos vivem no intestino. Os machos têm vida curta e morrem depois de fecundar as fêmeas, sendo logo eliminados. As fêmeas produzem grande quantidade de ovos e caminham pelo intestino humano chegando até o ânus do doente, onde soltam os ovos.

A pessoa portadora do Enterobius sente uma coceira muito forte no ânus, provocada pela descida dos vermes pela abertura anal. Isso acontece principalmente durante a noite: a pessoa se coça mesmo dormindo, espalhando os ovos, que ficam nas roupas, lençóis e, principalmente, entre seus dedos e debaixo das unhas. Essa pessoa se contamina, levando as mãos sujas à boca. Também contamina alimentos e utensílios domésticos, transmitindo a verminose às pessoas que os utilizarem.

As roupas dos indivíduos parasitados também são fontes de infestação, pois os ovos ficam agarrados a elas e podem depois chegar às mãos e à  boca. O costume de sacudir os lençóis ao arrumar as camas pela manhã faz com que os ovos do Enterobius se espalhem, podendo ser aspirados  no ar pelo nariz, levados, com a poeira, até os alimentos e finalmente engolidos. Os ovos resistem de 10 a 15 dias.

O que causa:
As crianças são as mais atingidas e as que sofrem mais. A irritação produzida no ânus e região vizinha produz coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode-se ferir e apresentar infecção local.

Essa irritação produz muitas vezes sintomas nervosos. Como as fêmeas desses vermes preferem a noite para caminhar até o ânus, a fim de pôr ovos, as crianças dormem mal, o que as torna irritadas e nervosas. Nas mulheres, os vermes podem invadir os órgãos genitais, produzindo irritação e inflamação, muitas vezes graves.

A facilidade com que se transmite essa verminose faz com que ela seja muito comum em famílias
numerosas, nas quais várias pessoas dormem juntas, especialmente as crianças. A transmissão ocorre mesmo nas famílias que têm bons hábitos de higiene.

Tratamento:
Nos exames de fezes, é muito comum não aparecerem ovos desse verme. Portanto, a observação de uma pessoa da família pode auxiliar o médico 

no diagnóstico da verminose. Se a mãe nota que os filhos andam nervosos, irritados e se queixam de coceiras no ânus, deve contar ao médico, que, além de indicar o tratamento necessário, lhe dará explicações sobre o combate ao parasita.

 

Ancilostomíase (amarelão)

Como se contrai:
Os parasitas (vermes) produzem ovos que são eliminados pelas fezes. Depois de alguns dias, os ovos se rompem, surgindo as larvas. Estas ficam no solo durante uma semana e são atraídas pela luz e pelo calor, que as fazem subir à superfície, onde se agarram às plantas, ao lixo etc. Os quintais sombreados, cheios de bananeiras ou outras plantas, onde o lixo é amontoado próximo às plantações, às roças etc., são lugares propícios para esse verme. Em pessoas que andam descalças, as larvas penetram rapidamente através da pele. Atravessando a pele, as larvas caem no sangue e vão até o coração, pulmões, brônquios, estômago e intestinos. Durante essa migração, sofrem transformações até chegar a vermes adultos, cujos ovos são eliminados pelas fezes.

Ciclo de vida do ancilóstomo

O que causa:
Os vermes adultos cortam a mucosa intestinal e alimentam-se de sangue. Como têm hábito de mudar de lugar freqüentemente, produzem inúmeras feridas no intestino. Estas sangram, provocando anemia, magreza etc. A perda de sangue provoca a perda de grande quantidade de ferro, elemento indispensável para a saúde do homem. É por essa razão que crianças portadoras do amarelão têm o hábito de comer terra, buscando aí o ferro necessário ao organismo.

Os sintomas mais comuns apresentados pelos portadores de amarelão são: preguiça para o trabalho e estudos, cansaço, desânimo, prisão de ventre ou crise de diarréia, irritabilidade, mau humor, anemia, palidez, dor de cabeça, tosse, emagrecimento e dores musculares. Pessoas mal alimentadas são as
mais prejudicadas pelos vermes.

Como tratar:
Leve as fezes para exames de laboratório, para detectar ou não a presença de vermes. Em caso
positivo, procure o médico para o tratamento necessário.

Como evitar:
• Andar sempre calçado;
• lavar as mãos, principalmente antes das refeições;
• fazer uso de privadas ou fossas;
• procurar o médico ou posto de saúde para submeter-se a exames.

Atenção: A melhoria do estado nutricional é importante no combate às parasitoses, já que a incidência e os sintomas da doença são menores em indivíduos bem nutridos.

Fonte: www.copasa.com.br

 

 ÁGUA É SAÚDE E VIDA

 

Nosso Planeta  é  uma imensa Bacia Hidrográfica considerando que ele é formado  por 70% de água, porém, apenas cerca de 1% da água do planeta é potável,ou seja está livre de contaminação.

O Brasil é o País que possui as maiores reservas de água potável mas, infelizmente este bem tão precioso não é utilizado com economia e bom senso pela maioria das pessoas. Muita gente inclusive no Brasil , não tem acesso à água potável suficiente para seu consumo. A água sem tratamento adequado pode transmitir diversas doenças, como febre tifóide, cólera, diarréia, hepatite e parasitoses diversas, problemas epidemiológicos graves.

Sabe-se que no mundo mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. O tratamento da água e a coleta de esgoto representam saúde e qualidade de vida.

Por isso, não devemos jogar fora nem desperdiçar um bem tão necessário a saúde e a vida. Devemos utilizar a água com sabedoria e consciência. É bom para o planeta, bom para nós e para o nosso bolso.

 

 Sueli Freire Cardoso – Química Responsável do DEMAE

 

 

 

 

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO GRANDE TRIÂNGULO

 

 

 

 

 

BACIA DO RIO GRANDE CAMPO DAS VERTENTES

 

 

 

RIO GRANDE EM MINAS GERAIS

O Rio Grande é um rio brasileiro que nasce no estado de Minas Gerais e banha também o estado de São Paulo. Sua nascente localíza-se na Serra da Mantiqueira em Bocaina de Minas e percorre 1.300 km até encontrar o rio Paranaíba, formando o rio Paraná.

A partir do município de Claraval, o rio forma a divisa natural do estado de Minas Gerais com São Paulo.

Os principais afluentes do rio Grande são os rio Aiuruoca, cuja nascente fica em Itamonte; rio das Mortes, que nasce entre Barbacena e Senhora dos Remédios; rio Jacaré, com a nascente na Serra do Galba em São Tiago; rio Sapucaí, cuja nascente fica na Serra da Mantiqueira, em São Paulo; e o rio Pardo, que nasce em Ipuiúna.

A bacia do rio Grande pertence à bacia do rio Paraná. Possui uma área total de 143 mil km², dos quais 86.500 km² localizam-se em Minas Gerais, o que equivale a 17,8% do território mineiro. A bacia do rio Grande é responsável por cerca de 67% de toda a energia gerada no Estado mineiro. No curso médio do Rio Grande, encontra-se a Usina Hidrelétrica de Furnas, no trecho denominado "Corredeiras das Furnas", entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais.

 

Comprimento

1.300 km

Área da bacia

143.000 km2

Afluentes
principais

Rio Sapucaí, Rio das Mortes, Rio Pardo

País(es)

Brasil